*Vamos Passear*
Por onde fui foi assim quando não mas fui junto, perto, longe. Andei esquinas, pontes, lagos, montes. Andante perambular do instante. Sabor do infinito constante invade o corpo e incrivelmente impermaneço insóbrio o bastante para saber que o instante incontante ou inconstante, será normal por mais que talvez pareça não ser, ou o ser quem sabe pareça ser, de forma que não seja aquilo que foi, ou aquilo que sou, porque não sou amanhã não é. Ou talvez seja, se já não foi, fui...
terça-feira, 8 de maio de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Sexta-feira 13 é dia de dança!
PRÓXIMAS APRESENTAÇÕES:
ABRIL
13/04 e 14/04
Maria Augusta Bárbara
"Abril. o Corpo"
20:00 horas
Teatro Gamboa Nova -BR
30/04
Maria Augusta Bárbara
20:00 horas
De solos e Coletivos
Jequié- Bahia/BR
MAIO
04/05
Maria Augusta Bárbara
De solos e Coletivos - Festival da Juventude
Vitória da Conquista- Bahia/BR
18/05
Maria Augusta Bárbara
Vitoria Gastez- ES
01/06
La Usina - Madrid
02 de maio
Matadero - Madrid
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Maria Augusta Bárbara no mês da Dança
foto: Anderson Zeg
"Maria Augusta Bárbara" na programação do mês da dança do "V ABRIL o CORPO", realizado pelo Teatro Gamboa Nova e Núcleo VAGAPARA.
Quando: 13 e 14 de abril (sexta e sábado)
Onde: Teatro Gamboa Nova
Quanto: R$10,00
Sinopse:Maria Augusta Bárbara discute a formação do corpo
na sociedade e as relações de poder. É auto-referenciada nas
experiências da bailarina Mab Cardoso ao longo dos 20 anos da
sua formação artística em dança, o que possibilita associá-la às
metodologias de de educação do corpo não só na dança, como
também na sociedade atual, fazendo emergir possíveis leituras
referentes a processos de alienação e disciplina. A obra propõe
uma performance-instalação onde códigos da técnica clássica
são desconstruídos pela desestabilização de três dos seus
princípios mais recorrentes: o equilíbrio, a leveza e a
verticalidade.
sistemas educacionais - sejam em âmbitos escolares, familiares
ou artísticos - alcançando o objetivo primeiro da obra:
questionar metodologias de ensino que condicionam o corpo e o
submete à castração e a disciplina em detrimento ao seu
potencial criativo e à espontaneidade. Nessa direção, Maria
Augusta Bárbara questiona as regras de comportamento que
somos submetidos em vários âmbitos da vida social e evidencia
lugares fronteiriços entre obediência e subversão.
Ficha Técnica:
Performer criadora: Mab CardosoDesigner de Luz: Milianie Lage
Música de: Gabriel Santiago
Colaborador: Giltanei Amorin
terça-feira, 3 de abril de 2012
RAT - Residência Artística Temporária
foto: Sven
No ano de 2011, tive a oportunidade de realizar com o Coletivo TeiaMUV., o qual faço parte, uma residência na cidade de Berlin - Alemanha nos meses de agosto e setembro. Nesta residência, que chamamos de RAT (Residência Artística Temporária), vivenciamos a cidade de Berlin de um modo bem particular, criamos juntas estratégias de territorialização, na relação com o espaço e a cultura local.
Levamos conosco um carrinho de café semelhante ao mesmo utilizado pelos vendedores ambulantes na cidade de Salvador (Com ele os
ambulantes caminham pelas praças e ruas da cidade, colocam músicas
com a potência arquetípica de um trio para vender CDs e DVDs
piratas ou café.). Apelidamos carinhosamente nosso carrinho de "Nave Pirata", diferente daqui (Salvador-Bahia), lá o carrinho é um corpo estranho, víamos a todo momento olhares curiosos, a sensação era de que a intervenção acontecia a partir do momento em que nós, 5 mulheres e um bebê, brasileiríssimas, suave na Nave pedalávamos na cidade de Berlin o sabor das músicas brasileiras, temperadas com café. Passamos com a "Nave Pirata" por diversos lugares, dentre eles Oberbaumbrücke, Clube dos Visionários, Mauerpark e Alexander Platz, onde contamos com a presença ilustre da cantora alemã Nina Hagen.
foto:Bianca Góis
Além da Nave, realizamos a intervenção "Bananada", onde depois de uma ida ao Muro de Berlin (recheado de Grafites), criamos um percurso onde selecionamos cinco imagens que nos serviram como estímulos para criar novas ações performáticas no East Side Galery. Por exemplo, a figura de homens engravatados de cabeças quadradas e garfos fincados em bananas no centro destas cabeças, provocaram nos nossos corpos, que no inicio permaneciam estáticos quase que como numa foto, ações dos braços, pernas, pescoços e cabeças embananadas, que lentamente moviam-se em densidade numa rotação distorcida.
foto: Bianca Góis
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Cabaré Fora do Eixo
Fotografia: Rodrigo Wanderley
Errata: O crédito da foto do jornal A Tarde da performer Mab Cardoso foi publicado errado, o autor da foto é Filipe Ratz e não Cássia Cardoso.
sábado, 8 de outubro de 2011
O olhar de Lucas Paes de Melo sobre Maria Augusta Bárbara
De: Lucas
Para: Mab
Tênue Fronteira
"O erótico posto em cheque, pela escuridão do desconhecido, pelo falecimento da certeza, pela condição de se por em teste. A pele em faixas aguça os sentidos, incomoda pela dissidência, excita pela contemplação. A curva das sombras, por uma beleza rara, se pré-dispõe e atiça em vermelho tamanho desejo. Um gentil caminhar que flutua, voa pelo arranjo de algo indeterminado, mas reconhecido nas afeições de qualquer um. A carne posta a prova remói a ética, questiona a libido, intui a essência, propõe uma interrogação: qual é o limite das nossas fronteiras? A peculiaridade que comanda o subconsciente dos seres pensantes é colocada em jogo. Num balé de extremismos a graça sede lugar para a dissolução, que reconhece-se pelo status-quo em lógica invertida e ressalta um questionamento que o limite impõe, a cada um sua medida. Precisão de uma lucides enjaulada, de uma permissão para a dor, de uma substituição da ordem que nos amarra em cada olhar, em cada impossibilidade de movimento, que invalida o âmago da indiferença por enquadramento. Sensibilidade vem a tona, arde em cada qual como se nos sucede ao acordar pelas manhãs, mas nem sempre estamos conscientes de nossas amarras. Nos deparamos com o couro em forma de beijo que pode simular a pureza do silenciado, de um cúmplice dos nossos medos. Transformado em desejo o sangue ferve, ardendo pela frescura da dor, com o poder de se perder o controle na embriaguez do instante. Insensatez do discurso calado, figuração de insurgência camuflada à flor da pele. Reconhecer-se a si próprio pela condição do outro, por caminhos obscuros que não se sabe nem chegar nem sair. Presas que te agarram a pele trazem à consciência as marcas que a vida nos insere, nos convida a senti-la em berço esplêndido. Não se trata de sofrimento induzido, masoquismo voluntário, mas da explicitação dos cotidianos reverberados pelos seres e, em plena luz da noite, assistido no corpo do outro."
Lucas Paes de Melo
http://homemmaquina.wordpress.com/
Para: Mab
Tênue Fronteira
"O erótico posto em cheque, pela escuridão do desconhecido, pelo falecimento da certeza, pela condição de se por em teste. A pele em faixas aguça os sentidos, incomoda pela dissidência, excita pela contemplação. A curva das sombras, por uma beleza rara, se pré-dispõe e atiça em vermelho tamanho desejo. Um gentil caminhar que flutua, voa pelo arranjo de algo indeterminado, mas reconhecido nas afeições de qualquer um. A carne posta a prova remói a ética, questiona a libido, intui a essência, propõe uma interrogação: qual é o limite das nossas fronteiras? A peculiaridade que comanda o subconsciente dos seres pensantes é colocada em jogo. Num balé de extremismos a graça sede lugar para a dissolução, que reconhece-se pelo status-quo em lógica invertida e ressalta um questionamento que o limite impõe, a cada um sua medida. Precisão de uma lucides enjaulada, de uma permissão para a dor, de uma substituição da ordem que nos amarra em cada olhar, em cada impossibilidade de movimento, que invalida o âmago da indiferença por enquadramento. Sensibilidade vem a tona, arde em cada qual como se nos sucede ao acordar pelas manhãs, mas nem sempre estamos conscientes de nossas amarras. Nos deparamos com o couro em forma de beijo que pode simular a pureza do silenciado, de um cúmplice dos nossos medos. Transformado em desejo o sangue ferve, ardendo pela frescura da dor, com o poder de se perder o controle na embriaguez do instante. Insensatez do discurso calado, figuração de insurgência camuflada à flor da pele. Reconhecer-se a si próprio pela condição do outro, por caminhos obscuros que não se sabe nem chegar nem sair. Presas que te agarram a pele trazem à consciência as marcas que a vida nos insere, nos convida a senti-la em berço esplêndido. Não se trata de sofrimento induzido, masoquismo voluntário, mas da explicitação dos cotidianos reverberados pelos seres e, em plena luz da noite, assistido no corpo do outro."
Lucas Paes de Melo
http://homemmaquina.wordpress.com/
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Maria Augusta Bárbara and TeiaMUV. Collective at Performer Stammtisch in September 19th.
ACHTUNG: Diesmal am 3. Montag im Monat! Monday, 19.9. TISCH Theater im Schokohof, Ackerstr.169/170 in 10115 Berlin, U Rosenthaler Platz. Doors open 19.30 h, Performances start 20 h. The polymedia performance VACUUM DYNAMICS is the first artistic aencounter of Eugene Bal (performer and actor frm Odessa/Ukraine), the Berlin based extreme singer Alexandra von Bolz'n (www.alphacat.de, collaborations with Bolz`n, Zev and the Bänd, Peter Pure u.v.a.) and polymedia performer and musician Mike Hentz (http://mikehentz.com/, collaborations mit Minus Delta t , Ponton, Van Gogh Tv u.v.a.). With body, voice, objects and a work in progress installation energy fields will be contstructed and changed. The narration will be mainly surreal and abstract, but also deal with subjects like post 9/11 trauma, impeded communication and synchronisation. Searching for a new global folklore. Maria Augusta Bárbara is a performance installation performed by Mab Cardoso. It verses about all methodologies of corporal movement, not just dance, in an attempt to contrast and promote a critical reflection about the corporal postures required both in execution and by the laws of behaviours that society imposes us. TeiaMUV. Collective is a Brazilian collective that works on a dance research project with an Urban Intervention and Performance focus. This group is formed by four women specialists and with BA in Contemporary Dance Isaura Tupiniquim, Mab Cardoso, Maíra Di Natale and Milianie Lage Matos. Working together since 2007, this year, they are launching an abroad research program called Temporary Artistic Residency (TAR) – “Existential territories, a cultural pseudo-identity” which its first edition is being developed in Berlin, from August to September. DEUTSCH Montag, 19.9. im TISCH Theater im Schokohof, Ackerstr.169/170 in 10115 Berlin, U Rosenthaler Platz. Einlass ab 19.30 h, Performances fangen ca. 20 Uhr an. Die Polymedia PerformanceVACUUM DYNAMICS ist das erstmalige Aufeinandertreffen von Eugene Bal (Performer und Schauspieler aus Odessa/Ukraine) mit der Berliner Extremsängerin Alexandra von Bolz`n (www.alphacat.de, Zusammenarbeit mit Bolz`n, Zev and the Bänd, Peter Pure u. v. A. ) und dem Polymediaperformer und Musiker Mike Hentz (http://mikehentz.com/, Zusammenarbeit mit Minus Delta t , Ponton, Van Gogh Tv u.v.a.). Mit Körper, Stimme, Objekten und einer Work in Progress Installation werden Energiefelder aufgebaut und veraendert. Die hauptsächlich surreal und abstrakt gehaltene Narration beschaeftigt sich aber auch mit Post 9/11 Traumata, verhinderter Kommunikation und Syncronisation. Auf der Suche nach der neuen globalen Folklore. Mab Cardoso performt in der Performance Installation Maria Augusta Bárbara. Sie verbindet sämtliche Methoden körperlicher Bewegung (nicht nur Tanz) in dem Versuch, die körperlichen Posen zu reflektieren und kritisieren, die uns in der Durchführung und von gesellschaftlichen Verhaltensregeln aufgenötigt werden. Das brasilianische TeiaMUV.Collective verfolgt ein Forschungsprojekt mit einem Fokus auf urbanen Interventionen und Performance. Die Gruppe besteht aus den vier Spezialistinnen mit BA in zeitgenössischem Tanz Isaura Tupiniquim, Mab Cardoso, Maíra Di Natale und Milianie Lage Matos. Sie arbeiten seit 2007 und zusammen. In diesem Jahr verfolgen sie das internationale Forschungsprogramm "Temporary Artistic Residency (TAR) – existenzielle Territorien, eine kulturelle Pseudo-Identität" dessen erste Ausgabe sie im August und September in Berlin entwickeln. |
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